Não posso dedurar quem me contou, mas o fato é que fizeram uma experiência científica não oficial, ou seja, para todos os efeitos práticos ela nunca aconteceu. O objetivo da pesquisa é, por assim dizer, decepcionante de tão banal: demonstrar as diferenças comportamentais incontornáveis entre homens e mulheres. O impressionante, na verdade, foi o método: nada de estudar pessoas em seu ambiente natural. Se é em situações de pressão que as pessoas revelam-se tais como são em sua essência, o ambiente do experimento teria que ser adaptado...
A experiência foi bastante simples. Dez homens que não se conheciam foram sequestrados. Dez mulheres que também não se conheciam também foram sequestradas. Por segurança, todos foram sedados a caminho do cativeiro. De longe, esta foi a fase mais difícil e custosa da experiência. Num quarto amplo, as dez mulheres ficaram trancadas por dez dias sem que nada de material lhes faltasse. O conforto era mínimo, mas conforto mínimo ainda é conforto. Num quarto contíguo, os dez homens ficaram trancados pelo mesmo período de tempo e nas mesmas condições. Nenhum cientista teve contato com nenhum homem ou mulher.
Passados os dez dias, o cenário no quarto das mulheres era desolador: espalhados pelo chão, tufos de cabelo, manchas de sangue e pedaços de unha. Todas apresentavam hematomas em várias partes do corpo. Cada mulher estava num canto, acuada, evitando fitar os olhos das outras, num tenso silêncio só quebrado por alguns poucos gemidos e choramingos.
Quando a porta do quarto dos homens foi aberta a cena que se desvelou foi completamente outra, intrigando os cientistas: sentados em círculo, os homens estavam jogando cartas animadamente, pilheriando e soltando gargalhadas. Um deles ainda se deu o incômodo de dizer:
- Ei, seu malandro! Fecha a porta que a gente tá jogando! Aproveita e traga uma cerveja trincando, pode ser campeão?
A experiência foi bastante simples. Dez homens que não se conheciam foram sequestrados. Dez mulheres que também não se conheciam também foram sequestradas. Por segurança, todos foram sedados a caminho do cativeiro. De longe, esta foi a fase mais difícil e custosa da experiência. Num quarto amplo, as dez mulheres ficaram trancadas por dez dias sem que nada de material lhes faltasse. O conforto era mínimo, mas conforto mínimo ainda é conforto. Num quarto contíguo, os dez homens ficaram trancados pelo mesmo período de tempo e nas mesmas condições. Nenhum cientista teve contato com nenhum homem ou mulher.
Passados os dez dias, o cenário no quarto das mulheres era desolador: espalhados pelo chão, tufos de cabelo, manchas de sangue e pedaços de unha. Todas apresentavam hematomas em várias partes do corpo. Cada mulher estava num canto, acuada, evitando fitar os olhos das outras, num tenso silêncio só quebrado por alguns poucos gemidos e choramingos.
Quando a porta do quarto dos homens foi aberta a cena que se desvelou foi completamente outra, intrigando os cientistas: sentados em círculo, os homens estavam jogando cartas animadamente, pilheriando e soltando gargalhadas. Um deles ainda se deu o incômodo de dizer:
- Ei, seu malandro! Fecha a porta que a gente tá jogando! Aproveita e traga uma cerveja trincando, pode ser campeão?
André Faustino

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