Quanto aos costumes que observam na guerra, vale mencionar os seguintes: o guerreiro cita bebe o sangue do primeiro homem que consegue abater, corta a cabeça a todos os que mata em combate e leva-as ao seu soberano. Quando apresenta a este a cabeça de um inimigo, pode compartilhar dos despojos da luta; em caso contrário, lhe é negado esse direito.
Para esfolar a cabeça do inimigo abatido, o Cita faz primeiramente uma incisão em torno da mesma, na direção das orelhas, e, segurando-a pelo alto, puxa a pele, arrancando-a. Em seguida, limpa a pele tirando-lhe toda a carne, depois do que fricciona-a nas mãos para amaciá-la. Tendo-a assim preparado, dela se serve como guardanapo e amarra-a no bridão do cavalo. Isso constitui um título de honra. O Cita que possui tais guardanapos é considerado valente e destemido, e quanto maior o número desses troféus, maior é a consideração de que goza entre os seus. Muitos cosem os fragmentos de pele humana, como as capas dos pastores, e fazem delas vestuários. Outros também esfolam até as unhas a mão direita do inimigo, fazendo da pele bainha para as aljavas. A pele humana é, realmente, espessa e brilhante, e de todas a mais notável pela brancura. Outros há, ainda, que esfolam homens inteiros, e depois de espichar a pele em pedaços de madeira, colocam-na sobre seus cavalos.
As cabeças, não de todos os inimigos, mas dos mais famosos, são tratadas da seguinte maneira: serram o crânio acima das sobrancelhas e limpam-no. Os pobres contentam-se em revesti-lo de um pedaço de couro, sem ornato algum; os ricos não só o recobrem com pele de boi, como o douram por dentro, dele servindo-se, à semelhança de uma taça, para beber. Fazem o mesmo com a cabeça dos parentes próximos se, depois de alguma disputa com eles, levam a melhor. A decisão da contenda tem de ser feita perante o rei. Se um estrangeiro de categoria visita o país apresentam-lhe esses crânios, relatando-lhe como venceram aqueles a que eles pertenceram, ainda que se trate de parentes, constituindo isso motivo de vaidade e classificando tal procedimento como ações de mérito.
Para esfolar a cabeça do inimigo abatido, o Cita faz primeiramente uma incisão em torno da mesma, na direção das orelhas, e, segurando-a pelo alto, puxa a pele, arrancando-a. Em seguida, limpa a pele tirando-lhe toda a carne, depois do que fricciona-a nas mãos para amaciá-la. Tendo-a assim preparado, dela se serve como guardanapo e amarra-a no bridão do cavalo. Isso constitui um título de honra. O Cita que possui tais guardanapos é considerado valente e destemido, e quanto maior o número desses troféus, maior é a consideração de que goza entre os seus. Muitos cosem os fragmentos de pele humana, como as capas dos pastores, e fazem delas vestuários. Outros também esfolam até as unhas a mão direita do inimigo, fazendo da pele bainha para as aljavas. A pele humana é, realmente, espessa e brilhante, e de todas a mais notável pela brancura. Outros há, ainda, que esfolam homens inteiros, e depois de espichar a pele em pedaços de madeira, colocam-na sobre seus cavalos.
As cabeças, não de todos os inimigos, mas dos mais famosos, são tratadas da seguinte maneira: serram o crânio acima das sobrancelhas e limpam-no. Os pobres contentam-se em revesti-lo de um pedaço de couro, sem ornato algum; os ricos não só o recobrem com pele de boi, como o douram por dentro, dele servindo-se, à semelhança de uma taça, para beber. Fazem o mesmo com a cabeça dos parentes próximos se, depois de alguma disputa com eles, levam a melhor. A decisão da contenda tem de ser feita perante o rei. Se um estrangeiro de categoria visita o país apresentam-lhe esses crânios, relatando-lhe como venceram aqueles a que eles pertenceram, ainda que se trate de parentes, constituindo isso motivo de vaidade e classificando tal procedimento como ações de mérito.
Heródoto de Halicarnasso

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