Sou um homem que, desde o choro inaugural até os 18 anos, foi criado material e espiritualmente por duas mulheres. Uma delas chama-se Elza e é a minha mãe. A outra chama-se Márcia e é a minha irmã. Apesar dos doze anos de diferença que me separam da minha irmã, das diferentes épocas e vivências do nosso crescimento, o fato é que eu e ela sempre fomos muito próximos, íntimos mesmo. De trocar minhas fraldas e roubar minhas papinhas até os desabafos e confissões que só ocorriam à noite, no quarto dela e à meia-luz, muitas foram as ocasiões em que nos sentíamos mais do que irmãos de sangue: éramos verdadeiros irmãos de alma. Ela por ser mais velha e emotiva, e eu por ser mais jovem e arredio, criamos um novo tipo de relação, recheado de pontos positivos e negativos, cujo significado demonstra-se pelos títulos que nos atribuíamos. Ela era minha irmãe, eu era seu irfilho. Daí eu poder dizer sem medo de ser feliz que tive duas mães (amigo, não é fácil!). Mas havia outras presenças femininas importantes também, embora de importância secundária. Dentre elas, uma das amigas da minha irmã, Eliane, que eu adorava ver tocando piano, minha tia Edna, que sempre tinha, tem e terá assunto para longos mexericos e minha avó Eugênia, a verdura amarga da família (na visão das outras mulheres da família) que, a bem da verdade, nunca me tratou mal.
E por falar na senhora minha avó, todas as tardes de domingo, eu, o indefeso caçula, era obrigado por minha mãe (se você nunca viu minha mãe brava então você não sabe o significado da palavra "coragem") a passar algumas horas na casa da minha avó. Havia a televisão para me distrair, mas a programação de domingo sempre me irritou muito mais do que me atraiu. Havia também um formigueiro no bem cuidado jardim da minha avó, mas meia hora, muitas dedadas, muitos cadáveres e uma caixa de fósforos depois as formigas desistiam da brincadeira, deixando-me só e sem o que fazer. Não me restava outro passatempo a não ser me entupir de café, comer os bolos velhos que minha avó guardava na geladeira desde a ressurreição de Lázaro e ficar escutando o que minha avó, mãe, tia e irmã conversavam. Eram conversas “interessantíssimas” que diziam, por exemplo, o que aquela descarada da Sofia, irmã de criação da sobrinha da tia Nena havia aprontado com o Astolfo que trabalhava na venda do Seu Silas antes que esse morresse, e que era primo em segundo grau do Mário, aquele que te...
Involuntariamente, não poucas vezes acabava por me deixar envolver pela conversa. Porém, muito mais do que a trama de nomes e informações que sustentava a conversa, interessava-me o desempenho, o jeito de falar de cada uma das mulheres presentes. Dessas observações forçadas do modo feminino de ser acabei tirando muitas lições para a vida toda. Aprendi que as mulheres são capazes de se corroer interiormente e eternamente por algo dito de passagem e sem comprovada má fé por outra mulher da qual pouco se sabe, mas muito se inventa. Aprendi que uma mulher perdoa a um homem que não lhe faça a corte, mas injuria e amaldiçoa toda a sua descendência quando esse homem não lhe nota sequer a presença ou existência. Aprendi que as mulheres são amicíssimas umas das outras quando se encontram, e que não deixam passar nem dez segundos quando, após as despedidas e ternos votos de saúde e prosperidade, começam a avacalhar a reputação daquela que há pouco abraçavam. Aprendi que qualquer mãe preferiria morrer após longas torturas a ver um filho seu em perigo de morte, mesmo que esse filho fosse o causador das dores de muitas outras mães.
(Outro motivo de interesse é o modo como as mulheres conversam. Porque quando dois homens conversam, eles esgotam um assunto antes de passar para o assunto seguinte. A conversa é sobre carros? Então falamos só sobre carros. O mais bonito, o mais caro, o pior, a utilidade, o custo de manutenção, o carro do vizinho, Fórmula 1, acidentes de trânsito, filmes com longas perseguições e destruições de carros, etc. Então, e só então, os homens, muito ordenadamente, passam para o assunto seguinte. Há um acordo tácito e instintivo: não se fala mais sobre carros. As mulheres conversam de modo muito diferente. Quando começam a falar sobre carros, logo chegam ao carro do vizinho e, muito naturalmente, deixam todas ao mesmo tempo, num acordo tácito e instintivo, de falar sobre carros e começam a falar sobre a vida do vizinho: sua beleza, sua condição financeira, como ele cria seus filhos, gafes cometidas, sua esposa, sua amante e... e então, todas as mulheres deixam de falar do vizinho e começam a falar sobre amantes: a Fulana que não passa de uma biscate, a Beltrana que se sujeita a ser amante porque é carente, a Siclana que era amante e não sabia porque o Ricardão tinha duas famílias e uma não sabia da outra até que a Siclana viu o Ricardão no carro com a outra esposa e... todas ao mesmo tempo voltam a falar sobre carros, exatamente no ponto em que o assunto havia sido interrompido. Senhoras, isso é um mistério da natureza.)
Quando todos já estavam estufados de bolo e vertendo café pelos ouvidos, ocorria algo inusitado. Aproveitando-se de um intervalo qualquer, todas as mulheres da mesa consultavam seus relógios, faziam caras de preocupação e logo procuravam desculpas para se despedir, apontando uma ou outra razão para irem-se embora. Puro teatro, para meu desespero. Aquela era simplesmente a deixa para que todas parassem de falar das vidas alheias e começassem a falar de suas próprias vidas. Após um silêncio estudadamente constrangedor, uma delas soltava um longo suspiro de apertar o coração, enquanto que na face estampava-se a própria tristeza. Era o sinal de que ela tomaria a si a responsabilidade de falar primeiro. As outras mulheres presentes, de acordo com a farsa ancestral, fingiam fitar demoradamente o pires de porcelana barata ou ficavam com o olhar quedo, como quem procura se lembrar de algo que não foi esquecido. O discurso então começava, mas havia uma diferença gritante: as palavras eram ditas mais pausadamente, mais sofregamente, quase que como numa confissão ao padre. E eu pensava comigo mesmo que era absurdo isso de gastar-se três horas falando sem pudor da vida alheia e meia hora para o confessionário intrafamiliar. Devia ser o contrário. Talvez isso ocorresse porque é mais fácil e menos comprometedor falar dos outros. Talvez porque quando é a própria vida que se deita sobre a mesa, entre uma migalha de pão e um grão de açúcar, ninguém quer se expor longamente nem profundamente demais, com medo de se tornar munição da arma alheia. Talvez por mera estratégia, para deixar plantadas as sementes das conversas do domingo seguinte. Quem saberia dizer!? O fato é que as mulheres sucediam-se como boas alunas seguindo o mesmo ritual, emprestando às suas falas expressões dignas do prêmio Oscar de melhor drama, enquanto que as outras, após ouvirem com ouvidos famintos, explanavam considerações bem mais sábias e comedidas do que quando a conversa tratava de vidas alheias. Quando a última delas dava-se por satisfeita, alguém tinha o bom tom de elogiar o café da minha avó pela décima oitava vez ou contar uma piada de português qualquer. Subitamente, uma delas exclamava: “Nossa, nem vi o tempo passar, e eu que disse que precisava ir embora porque blábláblá.” Assim meu suplício finalmente acabava. Mas que eu me sentia mero espectador num debate de venusianas, disso não tenham dúvida!
Além dessas constatações sobre a natureza feminina (se é que essa expressão possui alguma cientificidade), interessava-me também o jogo das expressões. Para um homem, e mesmo para um menino, é notável e intrigante como as mulheres dramatizam com os músculos do rosto aquilo que brota dos seus lábios. Assim sendo, presenciei muitas situações em que as mulheres abrem sinceramente seus corações umas às outras e dizem, num único fôlego, tudo aquilo o que elas sentem e pensam em seu íntimo. E o mais interessante é que pude compreender desde a juventude como elas sentem e pensam. E nem podia ter sido diferente, uma vez que minha mãe e minha irmã são as minhas mais antigas e enraizadas referências no que diz respeito a qualquer coisa.
Talvez essa habilidade tenha sido adquirida com o tal do lado feminino que existe em cada homem manifestando-se. Talvez eu tenha recebido uma carga psíquica feminina muito intensa e contínua durante a minha criação, o que de certa forma pode ter contribuído para moldar-me o espírito. Mas, e daí? No fim das contas, isso é irrelevante. O que conta é que como homem adulto eu só tenho a agradecer pela educação que recebi da minha mãe e da minha irmã. Não fosse por essa educação eu poderia ser um desses homens broncos, de raciocínio tacanho, homofóbicos ao extremo e que só sabem falar de cerveja, carros, trabalho e futebol. Homens assim são convictos de que as mulheres são de uma estirpe completamente diversa da dos homens: para eles as mulheres são a "espécie fêmea". E tratam-nas sem cerimônia como seres de uma espécie inferior, que certamente merece muito mais consideração do que os chimpanzés, mas que às vezes fica em segundo plano diante do cachorro, do carro, do jogo do timão ou dos peitos fartos da filha de 18 anos do vizinho. Eu decididamente não gostaria de ser assim!
De fato, a criação que recebi de duas mulheres amalgamou-se com minha natural essência masculina, formando o que sou. No cotidiano, sou um tanto quanto incompreendido. Alguns amigos que chegam a mim com o propósito de reclamar de sua esposa ou namorada surpreendem-se, estarrecidos, quando tomo o partido da mulher, principalmente quando justifico suas ações, esclareço suas razões ou confirmo suas queixas. Alguns dos amigos que interpelei dessa maneira quedaram-se boquiabertos simplesmente porque não admitem que qualquer mulher seja tratada como igual, e não compreendiam porque eu, um homem heterossexual aparentemente bom da cuca, teimava em tomar o partido das mulheres. A verdade é que nunca tomei o partido das mulheres. Tomei o partido da razão, da paz e do entendimento. Obviamente que também apoiei homens e combati mulheres em muitas ocasiões, mas não porque fossem homens ou porque fossem mulheres. Nunca considerei as mulheres como uma espécie inferior, tratando-as antes como iguais em direitos e em humanidade, sendo elas, apenas, de outro sexo. Ainda bem!
E por falar na senhora minha avó, todas as tardes de domingo, eu, o indefeso caçula, era obrigado por minha mãe (se você nunca viu minha mãe brava então você não sabe o significado da palavra "coragem") a passar algumas horas na casa da minha avó. Havia a televisão para me distrair, mas a programação de domingo sempre me irritou muito mais do que me atraiu. Havia também um formigueiro no bem cuidado jardim da minha avó, mas meia hora, muitas dedadas, muitos cadáveres e uma caixa de fósforos depois as formigas desistiam da brincadeira, deixando-me só e sem o que fazer. Não me restava outro passatempo a não ser me entupir de café, comer os bolos velhos que minha avó guardava na geladeira desde a ressurreição de Lázaro e ficar escutando o que minha avó, mãe, tia e irmã conversavam. Eram conversas “interessantíssimas” que diziam, por exemplo, o que aquela descarada da Sofia, irmã de criação da sobrinha da tia Nena havia aprontado com o Astolfo que trabalhava na venda do Seu Silas antes que esse morresse, e que era primo em segundo grau do Mário, aquele que te...
Involuntariamente, não poucas vezes acabava por me deixar envolver pela conversa. Porém, muito mais do que a trama de nomes e informações que sustentava a conversa, interessava-me o desempenho, o jeito de falar de cada uma das mulheres presentes. Dessas observações forçadas do modo feminino de ser acabei tirando muitas lições para a vida toda. Aprendi que as mulheres são capazes de se corroer interiormente e eternamente por algo dito de passagem e sem comprovada má fé por outra mulher da qual pouco se sabe, mas muito se inventa. Aprendi que uma mulher perdoa a um homem que não lhe faça a corte, mas injuria e amaldiçoa toda a sua descendência quando esse homem não lhe nota sequer a presença ou existência. Aprendi que as mulheres são amicíssimas umas das outras quando se encontram, e que não deixam passar nem dez segundos quando, após as despedidas e ternos votos de saúde e prosperidade, começam a avacalhar a reputação daquela que há pouco abraçavam. Aprendi que qualquer mãe preferiria morrer após longas torturas a ver um filho seu em perigo de morte, mesmo que esse filho fosse o causador das dores de muitas outras mães.
(Outro motivo de interesse é o modo como as mulheres conversam. Porque quando dois homens conversam, eles esgotam um assunto antes de passar para o assunto seguinte. A conversa é sobre carros? Então falamos só sobre carros. O mais bonito, o mais caro, o pior, a utilidade, o custo de manutenção, o carro do vizinho, Fórmula 1, acidentes de trânsito, filmes com longas perseguições e destruições de carros, etc. Então, e só então, os homens, muito ordenadamente, passam para o assunto seguinte. Há um acordo tácito e instintivo: não se fala mais sobre carros. As mulheres conversam de modo muito diferente. Quando começam a falar sobre carros, logo chegam ao carro do vizinho e, muito naturalmente, deixam todas ao mesmo tempo, num acordo tácito e instintivo, de falar sobre carros e começam a falar sobre a vida do vizinho: sua beleza, sua condição financeira, como ele cria seus filhos, gafes cometidas, sua esposa, sua amante e... e então, todas as mulheres deixam de falar do vizinho e começam a falar sobre amantes: a Fulana que não passa de uma biscate, a Beltrana que se sujeita a ser amante porque é carente, a Siclana que era amante e não sabia porque o Ricardão tinha duas famílias e uma não sabia da outra até que a Siclana viu o Ricardão no carro com a outra esposa e... todas ao mesmo tempo voltam a falar sobre carros, exatamente no ponto em que o assunto havia sido interrompido. Senhoras, isso é um mistério da natureza.)
Quando todos já estavam estufados de bolo e vertendo café pelos ouvidos, ocorria algo inusitado. Aproveitando-se de um intervalo qualquer, todas as mulheres da mesa consultavam seus relógios, faziam caras de preocupação e logo procuravam desculpas para se despedir, apontando uma ou outra razão para irem-se embora. Puro teatro, para meu desespero. Aquela era simplesmente a deixa para que todas parassem de falar das vidas alheias e começassem a falar de suas próprias vidas. Após um silêncio estudadamente constrangedor, uma delas soltava um longo suspiro de apertar o coração, enquanto que na face estampava-se a própria tristeza. Era o sinal de que ela tomaria a si a responsabilidade de falar primeiro. As outras mulheres presentes, de acordo com a farsa ancestral, fingiam fitar demoradamente o pires de porcelana barata ou ficavam com o olhar quedo, como quem procura se lembrar de algo que não foi esquecido. O discurso então começava, mas havia uma diferença gritante: as palavras eram ditas mais pausadamente, mais sofregamente, quase que como numa confissão ao padre. E eu pensava comigo mesmo que era absurdo isso de gastar-se três horas falando sem pudor da vida alheia e meia hora para o confessionário intrafamiliar. Devia ser o contrário. Talvez isso ocorresse porque é mais fácil e menos comprometedor falar dos outros. Talvez porque quando é a própria vida que se deita sobre a mesa, entre uma migalha de pão e um grão de açúcar, ninguém quer se expor longamente nem profundamente demais, com medo de se tornar munição da arma alheia. Talvez por mera estratégia, para deixar plantadas as sementes das conversas do domingo seguinte. Quem saberia dizer!? O fato é que as mulheres sucediam-se como boas alunas seguindo o mesmo ritual, emprestando às suas falas expressões dignas do prêmio Oscar de melhor drama, enquanto que as outras, após ouvirem com ouvidos famintos, explanavam considerações bem mais sábias e comedidas do que quando a conversa tratava de vidas alheias. Quando a última delas dava-se por satisfeita, alguém tinha o bom tom de elogiar o café da minha avó pela décima oitava vez ou contar uma piada de português qualquer. Subitamente, uma delas exclamava: “Nossa, nem vi o tempo passar, e eu que disse que precisava ir embora porque blábláblá.” Assim meu suplício finalmente acabava. Mas que eu me sentia mero espectador num debate de venusianas, disso não tenham dúvida!
Além dessas constatações sobre a natureza feminina (se é que essa expressão possui alguma cientificidade), interessava-me também o jogo das expressões. Para um homem, e mesmo para um menino, é notável e intrigante como as mulheres dramatizam com os músculos do rosto aquilo que brota dos seus lábios. Assim sendo, presenciei muitas situações em que as mulheres abrem sinceramente seus corações umas às outras e dizem, num único fôlego, tudo aquilo o que elas sentem e pensam em seu íntimo. E o mais interessante é que pude compreender desde a juventude como elas sentem e pensam. E nem podia ter sido diferente, uma vez que minha mãe e minha irmã são as minhas mais antigas e enraizadas referências no que diz respeito a qualquer coisa.
Talvez essa habilidade tenha sido adquirida com o tal do lado feminino que existe em cada homem manifestando-se. Talvez eu tenha recebido uma carga psíquica feminina muito intensa e contínua durante a minha criação, o que de certa forma pode ter contribuído para moldar-me o espírito. Mas, e daí? No fim das contas, isso é irrelevante. O que conta é que como homem adulto eu só tenho a agradecer pela educação que recebi da minha mãe e da minha irmã. Não fosse por essa educação eu poderia ser um desses homens broncos, de raciocínio tacanho, homofóbicos ao extremo e que só sabem falar de cerveja, carros, trabalho e futebol. Homens assim são convictos de que as mulheres são de uma estirpe completamente diversa da dos homens: para eles as mulheres são a "espécie fêmea". E tratam-nas sem cerimônia como seres de uma espécie inferior, que certamente merece muito mais consideração do que os chimpanzés, mas que às vezes fica em segundo plano diante do cachorro, do carro, do jogo do timão ou dos peitos fartos da filha de 18 anos do vizinho. Eu decididamente não gostaria de ser assim!
De fato, a criação que recebi de duas mulheres amalgamou-se com minha natural essência masculina, formando o que sou. No cotidiano, sou um tanto quanto incompreendido. Alguns amigos que chegam a mim com o propósito de reclamar de sua esposa ou namorada surpreendem-se, estarrecidos, quando tomo o partido da mulher, principalmente quando justifico suas ações, esclareço suas razões ou confirmo suas queixas. Alguns dos amigos que interpelei dessa maneira quedaram-se boquiabertos simplesmente porque não admitem que qualquer mulher seja tratada como igual, e não compreendiam porque eu, um homem heterossexual aparentemente bom da cuca, teimava em tomar o partido das mulheres. A verdade é que nunca tomei o partido das mulheres. Tomei o partido da razão, da paz e do entendimento. Obviamente que também apoiei homens e combati mulheres em muitas ocasiões, mas não porque fossem homens ou porque fossem mulheres. Nunca considerei as mulheres como uma espécie inferior, tratando-as antes como iguais em direitos e em humanidade, sendo elas, apenas, de outro sexo. Ainda bem!
André Faustino

Nenhum comentário:
Postar um comentário