Perder-se de si é suspense, drama, tragédia e terror.
É também o fim da estrada, a dura substância do nada,
É a cor invisível da escuridão, o sentido da incompreensão,
A lágrima não chorada, o arrependimento sem perdão.
Perder-se de si é mais que perder a direção:
É ignorar o freio, esquecer o destino, insultar a razão.
É olhar sem ver, ouvir sem escutar, sorrir querendo chorar
A lágrima não vertida, suplício e desilusão.
Perder-se de si é transcender o corpo, o limite e o não.
É trancar a mente, jogar a chave fora e desprezar o são.
É sentir-se divino, alheio à foice, em sonho real vivendo.
Derramando copiosas lágrimas quentes, mas só na imaginação...
Perder-se de si é perder-se por completo sem se sentir perdido.
É abolir a distância entre o sujeito e o objeto, a causa e a consequência,
É ser referencial e referencial num plano de infinitas dimensões.
É ser tudo em nada e nada em tudo ao mesmo tempo.
É a crença num sentido oculto, palpável, porém imaterial.
É a revelação do autodesconhecimento e a sabedoria do que não é.
É a consciência da transitoriedade na fixidez de uma fotografia.
É a lágrima já chorada, naquela curva da estrada, a raiz de uma intuição.
É também o fim da estrada, a dura substância do nada,
É a cor invisível da escuridão, o sentido da incompreensão,
A lágrima não chorada, o arrependimento sem perdão.
Perder-se de si é mais que perder a direção:
É ignorar o freio, esquecer o destino, insultar a razão.
É olhar sem ver, ouvir sem escutar, sorrir querendo chorar
A lágrima não vertida, suplício e desilusão.
Perder-se de si é transcender o corpo, o limite e o não.
É trancar a mente, jogar a chave fora e desprezar o são.
É sentir-se divino, alheio à foice, em sonho real vivendo.
Derramando copiosas lágrimas quentes, mas só na imaginação...
Perder-se de si é perder-se por completo sem se sentir perdido.
É abolir a distância entre o sujeito e o objeto, a causa e a consequência,
É ser referencial e referencial num plano de infinitas dimensões.
É ser tudo em nada e nada em tudo ao mesmo tempo.
É a crença num sentido oculto, palpável, porém imaterial.
É a revelação do autodesconhecimento e a sabedoria do que não é.
É a consciência da transitoriedade na fixidez de uma fotografia.
É a lágrima já chorada, naquela curva da estrada, a raiz de uma intuição.
André Faustino

Nenhum comentário:
Postar um comentário