Antes do fim do verão, Matador-de-Pawnee e Perna de Peru envolveram-se em complicações com um chefe de soldados a quem chamavam de Traseiro Duro, pois ele os perseguia em longas distâncias, por muitas horas, sem deixar a sela. Depois, eles o chamariam Cabelos Compridos Custer. Quando o general Custer os convidou a ir ao forte McPherson para uma reunião, foram ao forte e aceitaram café e açúcar. Disseram a Traseiro Duro que eram amigos dos brancos, mas não gostavam do Cavalo de Ferro que corria em trilhos de ferro, apitando e soltando fumaça, assustando toda a caça do vale do Platte. (Os trilhos da estrada de ferro Union Pacific estavam sendo colocados através do Nebraska oriental em 1867.)
Em sua procura de búfalos e antílopes, os oglalas e cheyennes cruzaram os trilhos da estrada de ferro várias vezes nesse verão. Às vezes, viam Cavalos de Ferro puxando casas de madeira com rodas, a grande velocidade pelos trilhos. Ficavam imaginando o que poderia haver dentro das casas e, certo dia, um cheyenne decidiu laçar um dos Cavalos de Ferro e tirá-lo dos trilhos. Mas, pelo contrário, o Cavalo de Ferro é que o tirou do cavalo e arrastou-o sem dó, antes que ele conseguisse soltar-se do laço.
Foi Coelho-que-Dorme que sugeriu que deveriam tentar pegar um dos Cavalos de Ferro de outro jeito. "Se pudermos curvar os trilhos para cima e o afastarmos, o Cavalo de Ferro pode cair", disse. "Então, poderemos ver o que há nas casas de madeira sobre rodas". Fizeram isso e esperaram o trem. Realmente, o Cavalo de Ferro caiu para o lado e saiu muita fumaça dele. Homens saíram correndo do trem e os índios mataram todos, menos dois, que escaparam e fugiram. Então, os índios penetraram nas casas de rodas e acharam sacos de farinha, açúcar e café; caixas de sapatos e barris de uísque. Beberam parte do uísque e começaram a amarrar as pontas de peças de roupa nas caudas de seus cavalos. Os cavalos saíram correndo pela pradaria com grandes fitas de fazenda desenrolando-se e voando atrás deles. Depois de algum tempo, os índios pegaram carvão em brasa da máquina descarrilhada e puseram fogo nos vagões. Então fugiram.
Em sua procura de búfalos e antílopes, os oglalas e cheyennes cruzaram os trilhos da estrada de ferro várias vezes nesse verão. Às vezes, viam Cavalos de Ferro puxando casas de madeira com rodas, a grande velocidade pelos trilhos. Ficavam imaginando o que poderia haver dentro das casas e, certo dia, um cheyenne decidiu laçar um dos Cavalos de Ferro e tirá-lo dos trilhos. Mas, pelo contrário, o Cavalo de Ferro é que o tirou do cavalo e arrastou-o sem dó, antes que ele conseguisse soltar-se do laço.
Foi Coelho-que-Dorme que sugeriu que deveriam tentar pegar um dos Cavalos de Ferro de outro jeito. "Se pudermos curvar os trilhos para cima e o afastarmos, o Cavalo de Ferro pode cair", disse. "Então, poderemos ver o que há nas casas de madeira sobre rodas". Fizeram isso e esperaram o trem. Realmente, o Cavalo de Ferro caiu para o lado e saiu muita fumaça dele. Homens saíram correndo do trem e os índios mataram todos, menos dois, que escaparam e fugiram. Então, os índios penetraram nas casas de rodas e acharam sacos de farinha, açúcar e café; caixas de sapatos e barris de uísque. Beberam parte do uísque e começaram a amarrar as pontas de peças de roupa nas caudas de seus cavalos. Os cavalos saíram correndo pela pradaria com grandes fitas de fazenda desenrolando-se e voando atrás deles. Depois de algum tempo, os índios pegaram carvão em brasa da máquina descarrilhada e puseram fogo nos vagões. Então fugiram.
Dee Brown

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