Não são raros os feiticeiros em Guernesey. Exercem a profissão em certas paróquias, apesar de vivermos no século XIX. Praticam ações verdadeiramente criminosas. Fazem ferver ouro. Colhem ervas à meia-noite. Olham de través para o gado. Alguns feiticeiros são complacentes e, por 2 ou 3 guinéus, incumbem-se de sofrer as nossas moléstias. Rolam e gritam em cima da cama. Enquanto eles se estorcem, diz o doente: "E esta! já estou bom!" Outros curam todas as moléstias amarrando um lenço ao redor do corpo do doente. É um remédio tão simples que admira não se ter ainda ninguém lembrado dele.
A última queima de feiticeiros em Guernesey foi em 1747, sendo teatro do espetáculo a praça de Bordage, que, de 1565 a 1700, viu queimarem-se onze feiticeiros. Em geral esses culpados confessavam seus crimes: eram para isso ajudados pela tortura.
A praça Bordage prestou serviços à sociedade e à religião. Queimaram-se aí os heréticos. No tempo de Maria Tudor, entre outros huguenotes, queimou-se uma mãe e duas filhas: a mãe chamava-se Perrotine Massy. Uma das filhas estava grávida e teve o sucesso sobre o braseiro.
A crônica diz: "Arrebentou-lhe o ventre". Saiu desse ventre um menino vivo; o recém-nascido rolou na fogueira, um tal House apanhou-o. O bailio, Hélier Grosselin, bom católico, mandou atirar a criança ao fogo.
A última queima de feiticeiros em Guernesey foi em 1747, sendo teatro do espetáculo a praça de Bordage, que, de 1565 a 1700, viu queimarem-se onze feiticeiros. Em geral esses culpados confessavam seus crimes: eram para isso ajudados pela tortura.
A praça Bordage prestou serviços à sociedade e à religião. Queimaram-se aí os heréticos. No tempo de Maria Tudor, entre outros huguenotes, queimou-se uma mãe e duas filhas: a mãe chamava-se Perrotine Massy. Uma das filhas estava grávida e teve o sucesso sobre o braseiro.
A crônica diz: "Arrebentou-lhe o ventre". Saiu desse ventre um menino vivo; o recém-nascido rolou na fogueira, um tal House apanhou-o. O bailio, Hélier Grosselin, bom católico, mandou atirar a criança ao fogo.
Victor Hugo

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