E quanto à pessoa que está doente, mas tem a fé que moverá montanhas, e por isso pensa, diz e acredita que irá melhorar... apenas para morrer seis semanas depois? Como isso se encaixa em toda essa história de pensamento positivo e ação afirmativa?
Muito bem. Você está fazendo perguntas ótimas. Não está apenas aceitando a Minha palavra. Chegará a um ponto em que terá de aceitá-la, porque acabará descobrindo que podemos discutir isso para sempre até não restar outra coisa a fazer além de "aceitá-la ou negá-la". Mas ainda não chegamos a esse ponto. Por isso vamos continuar a conversar.
A pessoa que tem a "fé para mover montanhas" e morre seis semanas depois, moveu montanhas durante seis semanas que podem ter sido suficientes para ela. Talvez tenha decidido, na última hora do último dia: "Agora basta. Estou pronto para participar de outra aventura." Talvez você não tenha tido conhecimento dessa decisão, porque essa pessoa pode não ter lhe contado. A verdade é que pode tê-la tomado um pouco antes, dias, semanas antes, e não ter contado a você ou a ninguém.
Você criou uma sociedade em que não é muito bem aceito o desejo de morrer, não é bem aceito aceitar bem a morte. Como você não deseja morrer, não pode imaginar que alguém o deseje, não importa quais sejam as circunstâncias.
Mas há muitas situações em que a morte é preferível à vida, e Eu sei que você pode imaginar quais são se refletir um pouco. Porém, essas verdades não lhe ocorrem, não são tão evidentes por si mesmas, quando você está olhando no rosto de alguém que está escolhendo morrer. E a pessoa moribunda sabe disso. Na privacidade do seu quarto pode sentir o nível de aceitação no que diz respeito à sua decisão.
Você já se deu conta de quantas pessoas esperam o quarto ficar vazio para morrer? Algumas até mesmo têm de dizer a seus entes queridos: "Agora pode ir. Vá comer alguma coisa." Ou: "Vá dormir um pouco. Estou bem. Eu o verei de manhã." E então, quando o fiel guardião deixa o quarto, a alma deixa o corpo do doente.
Se essas pessoas dissessem a seus parentes e amigos reunidos: "Eu só quero morrer", estes responderiam: "Ah, você não quer realmente dizer isso", "pare de falar assim", "aguente firme" ou "por favor, não me deixe".
Todos os profissionais da área de saúde são treinados para manter as pessoas vivas, em vez de confortáveis para morrerem com dignidade.
Para um médico ou uma enfermeira, a morte é um fracasso. Para um amigo ou parente, é um desastre. Apenas para a alma é um alívio, uma libertação.
Sua maior dádiva para os moribundos é deixá-los morrer em paz, não achar que eles devem "aguentar firme", continuar a sofrer ou preocupar-se com você nessa passagem tão crucial em suas vidas.
O que acontece com muita frequência no caso do homem que diz e acredita que vai viver - e até mesmo reza para isso - é que, no nível da alma, ele "muda de ideia". Então é hora de deixar o corpo para que a alma fique livre para realizar outras atividades. Quando a alma toma esta decisão, nada que o corpo faz pode mudá-la. É no momento da morte que aprendemos quem, no triunvirato corpo-mente-alma, comanda a vida.
Durante toda a sua existência você acha que é o seu corpo. Parte do tempo acha que é a sua mente. É na hora da morte que você descobre Quem Realmente É.
Há ocasiões em que o corpo e a mente simplesmente não ouvem a alma. Isso também cria o cenário que você descreve. O mais difícil a fazer é ouvir a própria alma. (Note que poucas pessoas fazem isso.).
Frequentemente acontece que a alma toma a decisão de que é hora de deixar o corpo. O corpo e a mente, sempre seus servos, ouvem-na e começa o processo de libertação. Contudo, a mente (o ego) não deseja aceitá-la. Afinal de contas, esse é o fim de sua existência. Então instrui o corpo para resistir à morte, o que o corpo faz com prazer, porque não deseja morrer. O corpo e a mente (o ego) recebem muito incentivo, muitos elogios do mundo exterior, o mundo de sua criação, pelo fato de resistir. Assim, a estratégia é legitimada.
Nesse ponto, tudo depende do quanto a alma deseja partir. Se não houver grande urgência aqui, a alma poderá dizer: "Está bem, você venceu. Ficarei durante mais algum tempo." Mas se estiver muito claro para a alma que ficar não servirá aos seus objetivos mais elevados, que não há mais como evoluir através do corpo, ela o deixará, e nada irá impedi-la - ou deverá tentar impedi-la.
Está muito claro para a alma que o seu único objetivo é a evolução.
Não está preocupada com os feitos do corpo, ou o desenvolvimento da mente. Nada disso faz sentido para ela.
Também está claro para a alma que deixar o corpo não é uma grande tragédia. De muitos modos, a tragédia é permanecer nele. Então você tem de compreender que a alma vê a morte de uma maneira diferente. É claro que também vê a vida de uma maneira diferente, e esta é a fonte de grande parte da frustração e ansiedade que as pessoas sentem na vida. A frustração e a ansiedade surgem quando elas não ouvem as suas almas.
Muito bem. Você está fazendo perguntas ótimas. Não está apenas aceitando a Minha palavra. Chegará a um ponto em que terá de aceitá-la, porque acabará descobrindo que podemos discutir isso para sempre até não restar outra coisa a fazer além de "aceitá-la ou negá-la". Mas ainda não chegamos a esse ponto. Por isso vamos continuar a conversar.
A pessoa que tem a "fé para mover montanhas" e morre seis semanas depois, moveu montanhas durante seis semanas que podem ter sido suficientes para ela. Talvez tenha decidido, na última hora do último dia: "Agora basta. Estou pronto para participar de outra aventura." Talvez você não tenha tido conhecimento dessa decisão, porque essa pessoa pode não ter lhe contado. A verdade é que pode tê-la tomado um pouco antes, dias, semanas antes, e não ter contado a você ou a ninguém.
Você criou uma sociedade em que não é muito bem aceito o desejo de morrer, não é bem aceito aceitar bem a morte. Como você não deseja morrer, não pode imaginar que alguém o deseje, não importa quais sejam as circunstâncias.
Mas há muitas situações em que a morte é preferível à vida, e Eu sei que você pode imaginar quais são se refletir um pouco. Porém, essas verdades não lhe ocorrem, não são tão evidentes por si mesmas, quando você está olhando no rosto de alguém que está escolhendo morrer. E a pessoa moribunda sabe disso. Na privacidade do seu quarto pode sentir o nível de aceitação no que diz respeito à sua decisão.
Você já se deu conta de quantas pessoas esperam o quarto ficar vazio para morrer? Algumas até mesmo têm de dizer a seus entes queridos: "Agora pode ir. Vá comer alguma coisa." Ou: "Vá dormir um pouco. Estou bem. Eu o verei de manhã." E então, quando o fiel guardião deixa o quarto, a alma deixa o corpo do doente.
Se essas pessoas dissessem a seus parentes e amigos reunidos: "Eu só quero morrer", estes responderiam: "Ah, você não quer realmente dizer isso", "pare de falar assim", "aguente firme" ou "por favor, não me deixe".
Todos os profissionais da área de saúde são treinados para manter as pessoas vivas, em vez de confortáveis para morrerem com dignidade.
Para um médico ou uma enfermeira, a morte é um fracasso. Para um amigo ou parente, é um desastre. Apenas para a alma é um alívio, uma libertação.
Sua maior dádiva para os moribundos é deixá-los morrer em paz, não achar que eles devem "aguentar firme", continuar a sofrer ou preocupar-se com você nessa passagem tão crucial em suas vidas.
O que acontece com muita frequência no caso do homem que diz e acredita que vai viver - e até mesmo reza para isso - é que, no nível da alma, ele "muda de ideia". Então é hora de deixar o corpo para que a alma fique livre para realizar outras atividades. Quando a alma toma esta decisão, nada que o corpo faz pode mudá-la. É no momento da morte que aprendemos quem, no triunvirato corpo-mente-alma, comanda a vida.
Durante toda a sua existência você acha que é o seu corpo. Parte do tempo acha que é a sua mente. É na hora da morte que você descobre Quem Realmente É.
Há ocasiões em que o corpo e a mente simplesmente não ouvem a alma. Isso também cria o cenário que você descreve. O mais difícil a fazer é ouvir a própria alma. (Note que poucas pessoas fazem isso.).
Frequentemente acontece que a alma toma a decisão de que é hora de deixar o corpo. O corpo e a mente, sempre seus servos, ouvem-na e começa o processo de libertação. Contudo, a mente (o ego) não deseja aceitá-la. Afinal de contas, esse é o fim de sua existência. Então instrui o corpo para resistir à morte, o que o corpo faz com prazer, porque não deseja morrer. O corpo e a mente (o ego) recebem muito incentivo, muitos elogios do mundo exterior, o mundo de sua criação, pelo fato de resistir. Assim, a estratégia é legitimada.
Nesse ponto, tudo depende do quanto a alma deseja partir. Se não houver grande urgência aqui, a alma poderá dizer: "Está bem, você venceu. Ficarei durante mais algum tempo." Mas se estiver muito claro para a alma que ficar não servirá aos seus objetivos mais elevados, que não há mais como evoluir através do corpo, ela o deixará, e nada irá impedi-la - ou deverá tentar impedi-la.
Está muito claro para a alma que o seu único objetivo é a evolução.
Não está preocupada com os feitos do corpo, ou o desenvolvimento da mente. Nada disso faz sentido para ela.
Também está claro para a alma que deixar o corpo não é uma grande tragédia. De muitos modos, a tragédia é permanecer nele. Então você tem de compreender que a alma vê a morte de uma maneira diferente. É claro que também vê a vida de uma maneira diferente, e esta é a fonte de grande parte da frustração e ansiedade que as pessoas sentem na vida. A frustração e a ansiedade surgem quando elas não ouvem as suas almas.
Neale Donald Walsch

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