Uma alma escolhe antecipadamente que tipo de vida terá?
Não, isso iria contra o objetivo do encontro, que é criar a sua experiência - e portanto, o seu Eu - no glorioso momento atual. Por esse motivo, você não escolhe antecipadamente a vida que terá.
Mas, pode escolher as pessoas, os lugares e os eventos - as condições e circunstâncias, os desafios e obstáculos, as oportunidades e opções - para criar a sua experiência. Você pode escolher as cores para a sua palheta, as ferramentas para o seu baú, as máquinas para a sua loja. O que cria com elas é assunto seu. Esse é o objetivo da vida.
Seu potencial é ilimitado em tudo que escolheu fazer. Não presuma que a alma que encarnou em um corpo que você chama de limitado não realizou todo o seu potencial, porque não sabe o que essa alma estava tentando fazer. Desconhece a sua agenda, a sua intenção.
Por isso, bendiga todas as pessoas e condições, e agradeça. Desse modo, afirmará que o que Deus criou é perfeito - e mostrará a sua fé Nele. Porque nada acontece por acaso no mundo de Deus. Não existe coincidência. O mundo não é devastado por acaso, ou devido ao que você chama de destino.
Se um floco de neve tem um design totalmente perfeito, não acha que o mesmo poderia ser dito sobre algo tão maravilhoso quanto a sua vida?
Mas até mesmo Jesus curou os doentes. Por que Ele os curaria se a sua condição fosse tão "perfeita"?
Jesus não os curou porque achava que a sua condição era imperfeita. Ele os curou porque viu aquelas almas pedindo a cura como parte de seu processo. Viu a perfeição do processo. Reconheceu e compreendeu a intenção da alma. Se Jesus tivesse achado que todas as doenças, mentais ou físicas, representavam imperfeição, não teria simplesmente curado ao mesmo tempo todas as pessoas no planeta? Duvida de que Ele poderia ter feito isso?
Não. Sei que poderia.
Ótimo. Então a mente deseja saber: por que Ele não o fez? Por que Cristo decidiu que alguns deveriam sofrer, e outros ser curados? Por que Deus permite o sofrimento? Esta pergunta já foi feita antes, e a resposta é a mesma. Há perfeição no processo - e toda a vida resulta da escolha. Não se deve interferir na escolha, ou questiona-la. Muito menos se deve condená-la.
Deve-se observá-la, e depois fazer o possível para ajudar a alma a fazer uma escolha superior. Portanto, esteja atento às escolhas das outras pessoas, mas não as julgue. Saiba que a sua escolha é perfeita para elas neste momento - mas esteja pronto para ajudá-las se mais tarde quiserem fazer uma escolha nova, diferente, uma escolha superior.
Esteja em comunhão com as outras almas, e seus objetivos e suas intenções se tornarão claros para você. Foi isso que Jesus fez com aqueles que curou - e com todas as vidas que tocou. Ele curou todas as pessoas que O procuraram, ou que enviaram outras para implorar por elas. Jesus não curou a esmo. Isso seria infringir uma Lei Sagrada do Universo: deixe todas as almas seguirem o seu caminho.
Mas isso significa que não devemos ajudar as pessoas sem que nos peçam? Certamente que não, ou nunca poderíamos ajudar as crianças famintas da Índia, o povo sofrido da África, ou os pobres e oprimidos de todos os lugares. Todos os esforços da fraternidade seriam perdidos, e toda a caridade seria proibida. Devemos esperar que uma pessoa grite de desespero, ou que o povo de uma nação implore por ajuda, para que possamos fazer o que é obviamente certo?
Você vê, a resposta está na própria pergunta. Se uma coisa é obviamente certa, faça-a. Mas lembre-se de que é preciso muito rigor no julgamento, no que diz respeito ao que chama de "certo" ou "errado".
Uma coisa só é certa ou errada porque você diz que é. Não é certa ou errada intrinsecamente.
Não?
O "certo" ou "errado" não é uma condição intrínseca, é um julgamento subjetivo em um sistema pessoal de valores. Através de seus julgamentos subjetivos você cria o seu Eu - através de seus valores pessoais determina e demonstra Quem É.
O mundo existe exatamente como é para que você possa fazer esses julgamentos. Se existisse em perfeitas condições, seu processo vital de criação do Eu terminaria. A carreira de um advogado terminaria amanhã se não existissem mais litígios. Ocorreria o mesmo com a carreira de um médico se não existissem mais doenças. A carreira de um filósofo também terminaria se não existissem mais dúvidas.
E a carreira de Deus terminaria amanhã se não existissem mais problemas!
Exatamente. Seu raciocínio foi perfeito. Todos nós pararíamos de criar se não existisse mais nada para ser criado.
Temos muito interesse em continuar o jogo. Apesar do fato de que dizemos que gostaríamos de resolver todos os problemas, não ousamos fazer isso, porque nesse caso não teríamos mais o que fazer.
Seu complexo militar-industrial entende isso muito bem. É por esse motivo que se opõe terminantemente a qualquer tentativa de estabelecimento de uma política contrária à guerra, em qualquer lugar.
Suas instituições médicas também entendem isso. É por esse motivo que se opõem firmemente - têm de fazê-lo, para a sua própria sobrevivência - a novas drogas ou curas maravilhosas, e ainda mais à possibilidade de milagres.
Sua comunidade religiosa também tem essa lucidez. É por esse motivo que sempre se opõe a qualquer definição de Deus que não inclua medo, julgamento e punição, e a qualquer definição do Eu que não inclua a sua própria ideia do único caminho para Deus.
Não, isso iria contra o objetivo do encontro, que é criar a sua experiência - e portanto, o seu Eu - no glorioso momento atual. Por esse motivo, você não escolhe antecipadamente a vida que terá.
Mas, pode escolher as pessoas, os lugares e os eventos - as condições e circunstâncias, os desafios e obstáculos, as oportunidades e opções - para criar a sua experiência. Você pode escolher as cores para a sua palheta, as ferramentas para o seu baú, as máquinas para a sua loja. O que cria com elas é assunto seu. Esse é o objetivo da vida.
Seu potencial é ilimitado em tudo que escolheu fazer. Não presuma que a alma que encarnou em um corpo que você chama de limitado não realizou todo o seu potencial, porque não sabe o que essa alma estava tentando fazer. Desconhece a sua agenda, a sua intenção.
Por isso, bendiga todas as pessoas e condições, e agradeça. Desse modo, afirmará que o que Deus criou é perfeito - e mostrará a sua fé Nele. Porque nada acontece por acaso no mundo de Deus. Não existe coincidência. O mundo não é devastado por acaso, ou devido ao que você chama de destino.
Se um floco de neve tem um design totalmente perfeito, não acha que o mesmo poderia ser dito sobre algo tão maravilhoso quanto a sua vida?
Mas até mesmo Jesus curou os doentes. Por que Ele os curaria se a sua condição fosse tão "perfeita"?
Jesus não os curou porque achava que a sua condição era imperfeita. Ele os curou porque viu aquelas almas pedindo a cura como parte de seu processo. Viu a perfeição do processo. Reconheceu e compreendeu a intenção da alma. Se Jesus tivesse achado que todas as doenças, mentais ou físicas, representavam imperfeição, não teria simplesmente curado ao mesmo tempo todas as pessoas no planeta? Duvida de que Ele poderia ter feito isso?
Não. Sei que poderia.
Ótimo. Então a mente deseja saber: por que Ele não o fez? Por que Cristo decidiu que alguns deveriam sofrer, e outros ser curados? Por que Deus permite o sofrimento? Esta pergunta já foi feita antes, e a resposta é a mesma. Há perfeição no processo - e toda a vida resulta da escolha. Não se deve interferir na escolha, ou questiona-la. Muito menos se deve condená-la.
Deve-se observá-la, e depois fazer o possível para ajudar a alma a fazer uma escolha superior. Portanto, esteja atento às escolhas das outras pessoas, mas não as julgue. Saiba que a sua escolha é perfeita para elas neste momento - mas esteja pronto para ajudá-las se mais tarde quiserem fazer uma escolha nova, diferente, uma escolha superior.
Esteja em comunhão com as outras almas, e seus objetivos e suas intenções se tornarão claros para você. Foi isso que Jesus fez com aqueles que curou - e com todas as vidas que tocou. Ele curou todas as pessoas que O procuraram, ou que enviaram outras para implorar por elas. Jesus não curou a esmo. Isso seria infringir uma Lei Sagrada do Universo: deixe todas as almas seguirem o seu caminho.
Mas isso significa que não devemos ajudar as pessoas sem que nos peçam? Certamente que não, ou nunca poderíamos ajudar as crianças famintas da Índia, o povo sofrido da África, ou os pobres e oprimidos de todos os lugares. Todos os esforços da fraternidade seriam perdidos, e toda a caridade seria proibida. Devemos esperar que uma pessoa grite de desespero, ou que o povo de uma nação implore por ajuda, para que possamos fazer o que é obviamente certo?
Você vê, a resposta está na própria pergunta. Se uma coisa é obviamente certa, faça-a. Mas lembre-se de que é preciso muito rigor no julgamento, no que diz respeito ao que chama de "certo" ou "errado".
Uma coisa só é certa ou errada porque você diz que é. Não é certa ou errada intrinsecamente.
Não?
O "certo" ou "errado" não é uma condição intrínseca, é um julgamento subjetivo em um sistema pessoal de valores. Através de seus julgamentos subjetivos você cria o seu Eu - através de seus valores pessoais determina e demonstra Quem É.
O mundo existe exatamente como é para que você possa fazer esses julgamentos. Se existisse em perfeitas condições, seu processo vital de criação do Eu terminaria. A carreira de um advogado terminaria amanhã se não existissem mais litígios. Ocorreria o mesmo com a carreira de um médico se não existissem mais doenças. A carreira de um filósofo também terminaria se não existissem mais dúvidas.
E a carreira de Deus terminaria amanhã se não existissem mais problemas!
Exatamente. Seu raciocínio foi perfeito. Todos nós pararíamos de criar se não existisse mais nada para ser criado.
Temos muito interesse em continuar o jogo. Apesar do fato de que dizemos que gostaríamos de resolver todos os problemas, não ousamos fazer isso, porque nesse caso não teríamos mais o que fazer.
Seu complexo militar-industrial entende isso muito bem. É por esse motivo que se opõe terminantemente a qualquer tentativa de estabelecimento de uma política contrária à guerra, em qualquer lugar.
Suas instituições médicas também entendem isso. É por esse motivo que se opõem firmemente - têm de fazê-lo, para a sua própria sobrevivência - a novas drogas ou curas maravilhosas, e ainda mais à possibilidade de milagres.
Sua comunidade religiosa também tem essa lucidez. É por esse motivo que sempre se opõe a qualquer definição de Deus que não inclua medo, julgamento e punição, e a qualquer definição do Eu que não inclua a sua própria ideia do único caminho para Deus.
Neale Donald Walsch

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