Há
muitos anos, uma sábia amiga deu-me um nome para o amor humano. Ela o
chamou de amor de "mexer mingau de aveia". Ela estava certa: dentro
desta frase, desde que nos tornemos suficientemente humildes para
perceber, está a verdadeira essência do que é o amor humano, e ela nos
mostra as principais diferenças entre amor humano e romance.
"Mexer mingau de aveia" é um ato humilde, não é excitante, nem causa sensação, mas simboliza a afeição que traz o amor para a dimensão do terra-a-terra. Representa a vontade premente de compartilhar da vida humana comum, encontrar significado nas tarefas simples e não românticas: ganhar a vida, viver dentro de um orçamento, levar a lata do lixo para fora, preparar a mamadeira do bebê no meio da noite. "Mexer mingau" significa encontrar a afeição, o valor, até mesmo a beleza, nas pequenas coisas corriqueiras, não ficar exigindo eternamente um drama cósmico, grandes diversões ou uma vibração extraordinária em todas as coisas. Como o descascar do arroz dos monges Zen, a roca de fiar de Ghandi e a feitura de tendas de São Paulo, representa a descoberta do sagrado em meio às coisas humildes e comuns.
Disse Jung certa vez que sentimento é uma questão de âmbito pequeno, e no amor humano podemos ver que isso é verdadeiro. A ligação real entre duas pessoas é vivida nas pequenas coisas que fazem juntas: a conversa calma que mantêm quando termina a faina diária, a palavra meiga de compreensão, o companheirismo de todo o dia, aquele encorajamento nos momentos difíceis, um pequeno presente nos momentos em que menos se espera, os gestos espontâneos de amor.
Quando um casal está verdadeiramente ligado pelos laços da afeição, os dois estão dispostos a abraçar o espectro total da vida humana. Conseguem transformar até mesmo coisas maçantes, coisas difíceis ou prosaicas, em aspectos alegres e gratificantes da vida. Por outro lado, o amor romântico só pode durar enquanto ambos estiverem "altos", enquanto houver dinheiro e os lazeres forem emocionantes. "Mexer mingau de aveia" significa que duas pessoas tiram seu amor do nível etéreo e emocionante da fantasia e o trazem para o nível prático do terra-a-terra.
O amor se alegra em fazer as coisas que aborrecem o ego, está disposto a trabalhar com os variados humores de uma pessoa e com seus momentos de irracionalidade. O amor está pronto para preparar o desjejum e fazer o balanço da conta bancária. O amor está ansioso por fazer esses "mingaus de aveia" da vida, porque há ternura e não projeção.
"Mexer mingau de aveia" é um ato humilde, não é excitante, nem causa sensação, mas simboliza a afeição que traz o amor para a dimensão do terra-a-terra. Representa a vontade premente de compartilhar da vida humana comum, encontrar significado nas tarefas simples e não românticas: ganhar a vida, viver dentro de um orçamento, levar a lata do lixo para fora, preparar a mamadeira do bebê no meio da noite. "Mexer mingau" significa encontrar a afeição, o valor, até mesmo a beleza, nas pequenas coisas corriqueiras, não ficar exigindo eternamente um drama cósmico, grandes diversões ou uma vibração extraordinária em todas as coisas. Como o descascar do arroz dos monges Zen, a roca de fiar de Ghandi e a feitura de tendas de São Paulo, representa a descoberta do sagrado em meio às coisas humildes e comuns.
Disse Jung certa vez que sentimento é uma questão de âmbito pequeno, e no amor humano podemos ver que isso é verdadeiro. A ligação real entre duas pessoas é vivida nas pequenas coisas que fazem juntas: a conversa calma que mantêm quando termina a faina diária, a palavra meiga de compreensão, o companheirismo de todo o dia, aquele encorajamento nos momentos difíceis, um pequeno presente nos momentos em que menos se espera, os gestos espontâneos de amor.
Quando um casal está verdadeiramente ligado pelos laços da afeição, os dois estão dispostos a abraçar o espectro total da vida humana. Conseguem transformar até mesmo coisas maçantes, coisas difíceis ou prosaicas, em aspectos alegres e gratificantes da vida. Por outro lado, o amor romântico só pode durar enquanto ambos estiverem "altos", enquanto houver dinheiro e os lazeres forem emocionantes. "Mexer mingau de aveia" significa que duas pessoas tiram seu amor do nível etéreo e emocionante da fantasia e o trazem para o nível prático do terra-a-terra.
O amor se alegra em fazer as coisas que aborrecem o ego, está disposto a trabalhar com os variados humores de uma pessoa e com seus momentos de irracionalidade. O amor está pronto para preparar o desjejum e fazer o balanço da conta bancária. O amor está ansioso por fazer esses "mingaus de aveia" da vida, porque há ternura e não projeção.
Robert Johnson

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